segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Bariloche - Villa La Angostura - San Martín de Los Andes - Pucón

Acordamos e conseguimos comprar o óleo certo para completar o do motor do carro. Seguimos para Villa La Angostura ,e como já haviam nos avisado, a pequena cidade está totalmente coberta por cinzas.
Chegada à Villa La Angostura

Depois fizemos a Rota dos Sete Lagos. Achamos muito bonita, apesar das cinzas nos lagos e na estrada.

Lago com cinzas na Ruta Siete Lagos


Passamos por San Martín de Los Andes e nos apaixonamos pelo lugar. Tem uma praça linda, e um pier bem aconchegante. Tiramos fotos e pegamos estrada novamente, sentido à fronteira chilena (via Parque Lanín). Durante a travessia do Parque, tivemos a constante companhia do imponente vulcão Lanín.


Vulcão Lanín, no parque de mesmo nome

Chegando à fronteira, passamos primeiramente pela aduana argentina para registrar a nossa saída. Tudo correu bem e tranquilamente. Em seguida, passamos pela aduana chilena. Esta foi bem mais rigorosa e complexa. Ao todo, foram 3 etapas: 1) verificação dos nossos documentos e preenchimento de papéis; 2) verificação da documentação do carro (incluindo uma minuciosa revista do mesmo); 3) checagem de todas nossas bagagens através do raio X e mais preenchimento de papéis (desta vez para afirmarmos que não possuíamos frutas, leite, espécies animais e/ou vegetais, entre outras coisas.
Tudo ok! Pegamos estrada novamente sentido Pucón e às 20:300h já estávamos procurando um lugar para nos hospedar. O primeiro local que encontramos já nos agradou muito. Ele constava em nossa lista de hospedagens bem recomendadas, o preço estava ótimo (baixa temporada tem dessas coisas...), o quarto é muito bom, bonito, espaçoso e com uma vista deslumbrante do vulcão Villarica.

Vista da janela do nosso quarto (Vulcão Villarica)

Além disso, o dono do lugar (Hostel Pucón), chamado Marcelo, é muito simpático e dá excelentes dicas. No meio do nosso check in ele comentou que havia um casal de amigos mineiros hospedados aqui também e que iriam escalar o vulcão Villarica bem cedo na manhã seguinte. Perguntei à ele se não conseguiria nos encaixar no passeio também e ele ligou na hora na agência e nos incluiu. Muito prestativo da parte dele (até porque já era mais de 21h). Além disso, ele já nos adiantou tudo que precisaríamos para a escalada do vulcão (comidas, roupas, acessórios, etc). Então, fomos ao supermercado comprar os mantimentos e aproveitamos para jantar (que estava ótimo!).
Assim que chegamos ao nosso quarto, preparamos tudo para a jornada do dia seguinte e dormimos logo, pois estávamos muito cansados e teríamos que estar de pé antes das 6 da matina...

domingo, 13 de novembro de 2011

Bariloche - 13/11/2011

Primeiramente subimos ao Cerro Otto de teleférico (10 minutos de subida num teleférico fechado, parecendo um bondinho). Lá no pico conhecemos a “Confiteria Giratoria”, que é um restaurante que gira o tempo todo em torno de seu eixo. Através da parede de vidro é possível apreciar em 360° a beleza da cidade e arredores. Muito interessante.

Continuando o passeio, seguimos pelas margens do lago Nahuel Huapi, parando nos vários mirantes muito aconchegantes que tem pelo caminho.

Chegamos ao Cerro Campanario (confirmando o que muitos nos disseram, é o ponto que oferece melhor vista da região de Bariloche, sendo possível ver inclusive a divisa com o Chile). Novamente, subimos de teleférico (dessa vez aberto) até seu pico para uma vista deslubrante da região. Além dos cerros nevados e a cidade de Bariloche há também vários lagos de coloração muito bonita.

Na sequência, visitamos uma famosa capela da região (Capilla San Eduardo) e Clubes de Golfe hollywoodianos. Visitamos também o Parque Nahuel Huapi, onde conhecemos uma ponte contruída no estilo romano e um lago bem relaxante (Lago Escondido).

Regressamos ao hotel para um breve descanso e saímos novamente para andar pela Calle Mitre, repleta de lojas de chocolate caseiros e outros produtos artesanais. Agora estamos nos arrumando para irmos comer um churrasco no El Boliche de Alberto (indicado por um casal de brasileiros que conhecemos hoje; inclusive nos passaram ótimas dicas, pois acabaram de vir do Chile).

Resolvemos deixar esta bela cidade amanhã (o planejado era ficar mais um dia, mas já fizemos tudo que gostaríamos), com destino à Pucón, no Chile (passando antes perto da base do Monte Aconcágua). Outra mudança no roteiro é que não pararemos mais em Villa La Angostura, pois descobrimos que as cinzas por lá estão cobrindo tudo o que há e por vários centímetros. Mas, de qualquer forma, não deixaremos de passar pela vila e conhecê-la bem rapidamente.

sábado, 12 de novembro de 2011

Cerro Tronador e Cascata Los Alerces - 12/11/2011

Hoje acordamos mais tarde e tomamos o café no hotel. Depois fomos procurar óleo de motor para completar o nível do carro, que abaixou um pouco depois desses 5 mil km rodados (normal, segundo o manual). Descobrimos que aqui se diz “aceite”, até mesmo para o óleo do carro. Não conseguimos achar o óleo indicado pelo manual, então deixamos para segunda-feira. Isso atrasou muito a nossa saída para o Cerro Tronador. Ficamos preocupados, pois sabíamos que às 14:00h a entrada fechava. Pra piorar erramos a saída da cidade. Paramos no posto e um motoqueiro muito simpático nos mandou segui-lo até a saída correta. Então ficamos tranquilos e 11:30h pegamos a estrada. Tudo correu bem e curtimos muito a vista da estrada. Às13:00h chegamos ao parque do cerro Tronador e paramos na lanchonete para comprar empanadas. Havia muitas pessoas no local e decidimos continuar até o topo do cerro com as nossas empanadas embaladas para viagem. Quando chegamos só havia 3 pessoas e pudemos desfrutar do silêncio e beleza do lugar. Sentamos e comemos admirando a vista do local.

Ficamos horas neste lugar descansando e ouvindo os barulhos das seguidas avalanches que pareciam trovões... eles dizem “tronar” (por isso o nome).

Depois caminhamos 1 km até a base do cerro e voltamos. Às 16 horas, a estrada foi aberta para voltarmos. Achamos isso muito legal e seguro. Até às 14h apenas sobe e a partir das 16h somente desce. Até porque o caminho é perigoso e estreito.

Esticamos o passeio até uma cascata (Los Alerces) que se encontra numa estrada de cascalho alternativa ao cerro tronador e tem sua entrada permitida a partir das 16h e saída após as 18h (no mesmo esquema de mão única dependendo do horário). A cascata é muito bonita e a força com que ela jorra entre as pedras é impressionante.

Às 19h pegamos estrada de volta para Bariloche. Tomamos um bom banho e saímos para jantar uma verdadeira Parrillada de carne no “Parrillada do Tony”. Comemos carne de boi (contra-filé e filé mignon), frango, porco e cordeiro. Estava tudo muito bom, inclusive o atendimento.

Íamos caminhar um pouco após o jantar, mas o vento frio estava cortante e mudamos de idéia, voltando para o hotel. Agora já passa da meia noite e vamos arrumar para dormir.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Neuquén - Villa El Chicón - Bariloche

Estamos vivendo um sonho!

Depois de uma noite de descanso no Hostel Portal de Sueños em Neuquén, acordamos 8:45h e pegamos estrada sentido Villa El Chocón. Tomamos o café da manhã já no carro.

A viagem foi super rápida e avistamos várias placas do museu de Villa el Chocón pelo caminho. A estrada era ótima!


Tão plano que conseguíamos ver muito longe no horizonte. Havia enormes paredões de pedras e um terreno bem árido. Dá facilmente para imaginar os dinossauros vivendo ali.

Davi, olha o dinossauro atrás da tia Poly!!!

Às 10:30h chegamos na entrada da Villa e seguimos para o museu (havia “pegadas” de tinta branca para seguirmos). Só que a entrada estava impedida, pois estava ocorrendo um evento da cidade no local. Os policiais disseram para estacionarmos o carro na rua de baixo e chegarmos a pé ao museu.

Assim fizemos! Mas, para o nosso desespero, quando chegamos na porta do museu uma moça muito simpática nos informou que o local estava fechado e que não abriria naquele dia. Havia pessoas importantes lá dentro (corenéis, prefeito, etc). Do lado de fora tinha muita criança de escola que iriam desfilar ao som da bandinha dos soldados. Aí, falamos para a moça que viemos de Brasília e que não teríamos outra oportunidade de conhecer o museu. Na mesma hora ela abriu a porta e disse que seríamos os únicos do dia visitando o museu. Ela frisou que seria uma exceção e um privilégio e que também não iria cobrar a entrada. Somente pediu para não demorarmos, mas nos deixou muito à vontade.

Que beleza!!! Incrível os fósseis encontrados e as réplicas de dinossauros. Há muita história naquele lugar...

Havia quadros contando um pouco dessa história e também como foram descobertos os fósseis. Depois de tiramos muitas fotos, agradecemos e saímos do museu.

Tomamos um sorvete bem gostoso e ficamos encantados com a Villa. Ali começamos a namorar o Lago Nahuel Huapi e paramos para tirar fotos.

Às 11:30h pegamos novamente a estrada para conhecer a famosa San Carlos de Bariloche. Estávamos muito ansiosos, mas com pouca pressa. Foi só começar a viagem que já paramos para as fotos. Foram, sem dúvida, os 100km mais demorados da nossa vida! Parávamos o tempo todo para apreciar a vista. Impressionante o lugar!

Mas com o tempo, fomos percebendo que não estava tudo normal por ali. A neve derreteu e infelizmente ficaram as cinzas do vulcão.

A visibilidade para dirigir não está nem um pouco comprometida, mas ela tira um pouco a beleza da vegetação. Mas não deixamos isso nos atrapalhar. Só que ficamos “cobertos” de cinzas. A roupa, o tênis, cabelo....

Depois de muito tempo chegamos em Bariloche e ficamos animados, pois aqui a cinza não prejudicou nada. Podemos ver o imponente e lindo lago da janela do nosso quarto. Que vista!!!

Procuramos um hostel e não gostamos do quarto que eles tinham disponível. Aí resolvemos “almoçar/jantar”, pois já era 17 horas. Pedimos empanadas, fritas e lasanha. Estava tudo muito gostoso.

Depois atravessamos a rua e vimos outro hostel. Este era caro e o quarto muito pequeno. Ao lado havia uma hosteria Selva Negra, então entramos. Um casal super simpático nos mostrou o quarto e cobrou um preço abaixo do nosso planejado e pra melhorar tinha garagem e café da manhã. Fechamos na hora.

Pegamos as malas e na hora que ela nos conduziu para o quarto veio a grande surpresa. Os 2 quartos que ela tentou nos acomodar ainda estavam desarrumados. Ela pediu mil desculpas e ficou muito sem graça. Bom pra gente pois acabamos ficando num quarto mais amplo (triplo), muito bem limpo, arrumado e com uma vista perfeita. Ele seria bem mais caro, mas... rs.

Ficamos empolgados... depois tomamos um bom banho, arrumamos tudo e saímos para dar uma volta. Quando o sol foi embora mesmo já era 21:00h da noite. Foi bem gostoso o passeio, nos lembrando bastante de nossa lua de mel em Gramado/RS. Vento gelado, cidade aconchegante, chocolates e foundes para todo lado...

Voltamos ao hotel, fizemos nossa programação para os próximos 3 dias e dormimos o sono dos justos!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Buenos Aires - Neuquén

Hoje nenhum dos dois conseguiu acordar junto com o despertador, então acabamos atrasando nossa saída de Buenos Aires em um hora e meia, saindo às 08:30h.

O plano é, basicamente, atravessar a Argentina do leste para o oeste, onde conheceremos Villa El Chocón (Museu arqueológico), Bariloche, Villa La Angostura e o Monte Aconcágua (próximo à San Martin de Los Andes).

Com o atraso na nossa partida, a previsão de chegada à Neuquén é 22:30h. Mas se estivermos muito cansados pararemos em alguma cidadezinha “simpática”. Afinal são praticamente 1200km de uma só vez.

Neste momento já rodamos mais de 800km e são 19h. Estamos bem tranqüilos ainda. A estrada é excelente, com infinitas retas, sem buracos nem pedágios. Passamos por 4 blitz policiais e não fomos parados. Com isso, já acumulamos praticamente 5 mil km rodados desde Brasília sem sermos parados em nenhuma blitz (os dois únicos contatos com policiais, foram na aduana Uruguaia e na Argentina).

Pôr-do-sol às 20:20 h

Acabamos de chegar a um hostel bem simpático. Fechamos um quarto de 3 beliches (para 6 pessoas) pois era o único quarto ainda disponível. Mesmo assim ficou muito em conta ($220,00, com garagem). Vamos tomar um banho merecido e relaxar.

Inté

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Buenos Aires - 09/11

Dia lindo, apesar do mal tempo. Armou muita chuva, mas a única hora que choveu mesmo estavámos dentro do táxi.
Começamos o dia buscando nossas roupas na lavanderia e depois erramos o caminho e tivemos que ir de ônibus ao invés de metrô. Foi uma grande aventura.
Chegamos no bairro Palermo e começamos nossa caminhada. Achamos lindo o lugar! Conhecemos o Alto Palermo Shopping, passamos pelo museu Malba e depois seguimos para o jardim japonés, onde pudemos desfrutar das belezas e encantos do "Japão". Lá também fizemos nosso almoço (hamburguer e coca-cola).


Depois caminhamos pelo bosque de Palermo e ficamos encantados... muito bonito. Havia muitas pessoas caminhando, andando de patins, bicicleta e admirando o local também. Tinha muitos patinhos também...


Logo após o bosque, encontra-se o Rosedal. Um lindo lugar para caminhar, conversar, tirar lindas fotos e descansar.

Pegamos um táxi até a rua Murillo para encontrarmos uma bolsa de couro para a Poly. Realmente encontramos ótimos preços e muitas opções. O melhor lugar de Buenos Aires para comprar casacos e bolsas.

Então regressamos ao hotel de metrô, compramos leite com chocolate no mercado e mais alfajores.

Por último, fomos nos despedir da Rua Florida e experimentar o famoso chocolate Havana. Realmente vale a pena, mas é caro.

Agora vamos descansar, pois amanhã teremos 12 horas de viagem até Neuquén, onde pernoitaremos para chegarmos em Bariloche no dia seguinte. Antes, porém, temos uma parada programada em El Chocón, para visitarmos o museu de dinossauros.
Amanhã (10/11), em Neuquén, provavelmente não postaremos notícias, pois será apenas um dia de viagem e não teremos acesso a internet.
Bjos

Buenos Aires - 08/11

Que dia!!! Resolvemos deixar o carro na garagem e fazer nosso passeio caminhando, como muitos haviam dito. Saímos do hotel 11:20h e deixamos nossas roupas na lavanderia. Eles cobram apenas 25 pesos por cesto de roupa, achamos super barato.

Caminhamos para a Plaza San Martin, onde tem uma réplica do relógio inglês, muito bonito. Depois caminhamos por Puerto Madeiro (orla) até a Casa Rosada, onde também há um bonito e antigo edifício do Banco de La Nación e o Palácio do Governo.

Subimos pela Av de Mayo até o Congresso e a Plaza Del Gobierno. Aqui paramos para “almoçar” (pizza de mussarela da Ugi`s, muito famosa por aqui por ter um preço bem camarada e por ser saborosa).

Em seguida fomos para o Obelisco, onde paramos para apreciar o grande movimento.

Após recuperar um pouco de energia, conseguimos depois de muito custo pagar a nossa multa (eles não conseguiam emitir o boleto, já que não tínhamos residência em Buenos Aires). A Poly até ligou no Consulado Brasileiro para confirmar o que era melhor fazer na nossa situação, e eles sugeriram insistir na emissão do boleto para evitarmos problemas futuros.

Problema resolvido, seguimos de metrô (da estação Carlos Pelegrini para a Angel Gallardo) para um bairro mais distante (Villa Crespo), onde há uma aglomeração de outlets de diversas marcas. Como muitos já haviam alertado, os preços não são tão convidativos na maioria deles. O da Puma foi o que mais nos agradou, tanto nos preços quanto nos produtos. Compramos um tênis e 3 pares de meias para o André (~R$160,00) e um casaquinho moleton para a Poly (~R$96,00).

Daí caminhamos para a estação de metrô e voltamos (da estação Malabia para a Florida) para nosso hotel, mas não antes de caminhar um pouco pela rua Florida e assistir um maravilhoso show de tango ao ar livre. Ao todo foram 8 horas de caminhada pelas ruas e avenidas da cidade. Cansativo, mas muito recompensativo também.

No hotel ficamos de molho na banheira para relaxar. Agora estamos nos arrumando para procurar uma boa Parrilla argentina e voltar para dormir.

Iríamos embora amanhã, mas resolvemos permanecer mais um dia aqui em Buenos Aires. Assim poderemos conhecer o bairro Palermo (onde visitaremos um rosedal que foi muito recomendado) e desfrutar dos parques como os argentinos (após o almoço é muito comum vermos várias pessoas deitadas em gramados e bancos das praças, descansando.

Hoje comemos bastante alfajores! Eles realmente são muito bons!! E ontem ainda tomamos sorvete na Freddo. O famoso helado de Dulce de leche. Muito bom!